quarta-feira, 19 de setembro de 2012

D Ribose...


É... parece que o artigo passado causou um pouco de curiosidade sobre a D Ribose apesar deste nao ser um produto novo no mercado. Comecei a estudar este composto há um tempo, quando, um paciente demonstrou sensibilidade a qualquer tipo de proteína industrializada, trazendo 2 desafios:

1. para o Rodolfo, já que nao poderíamos contar com nenhum whey de absorção rápida para enriquecer a dieta deste paciente;

2. para mim, que à frente da parte dos ergogênicos, nao poderia contar com o auxílio da creatina no momento em que os treinos de sobrecarga de força fossem iniciados.

Corri atrás, fazer o que...

Estudando sobre substancias subaproveitadas ou utilizadas de forma inadequada, cheguei na D Ribose, apesar de nao ser uma novidade, e hoje posso falar para vocês que estamos terminando um protocolo de uso desta substancia com determinados sinergistas associados que causam um resultado muito bom tanto para endurance quanto para séries de força.

Rapidamente sobre este composto:

O que é:
Um açúcar de cinco átomos de carbono que encontra-se essencialmente presente no ácido ribonucleico, mas também em moléculas importantes como o ATP e em todos os nucleótidos, que favorece a produção de ATP (olha a semelhança funcional com a Creatina - nesse momento abri bem meus olhos...)

O que faz:
- Desempenha um papel especial na regulação da síntese da energia. A maioria dos tecidos do organismo, incluindo o coração, não conseguem produzir ribose de forma suficientemente rápida para repor níveis de energia quando estes estão gravemente reduzidos.

- Em estudos realizados com atletas saudáveis ou com indivíduos que sofreram lesões do músculo cardíaco verificou-se que o fornecimento de D-ribose às células musculares fatigadas repõe rapidamente os níveis normais de ATP.

- D-ribose permite preservar a carga energética celular e reduzir as consequência fisiológicas de uma escassez de energia celular.

Porque usar:

- Ao ajudar a repor rapidamente as reservas de energia esgotadas, D-ribose poderia ser benéfico em particular para indivíduos com problemas cardíacos ou outros, caracterizados por uma perturbação na produção de energia.

- Exercício físico de intensidade acentuada, uma isquémia muscular ou uma hipoxia localizada submergem os mecanismos de renovação da energia celular. Daí resulta um desequilíbrio entre a procura e a oferta de energia, que conduz a toda uma cadeia de reações que levam a uma queda da energia celular e, seguidamente, a todo um leque de problemas fisiológicos, incluindo rigidez muscular, dores, fragilidade, danos celulares e diminuição dos níveis de síntese das proteínas.

- a literatura mostra que a administração de D-ribose:

* aumenta a força muscular e a resistência, tanto em indivíduos saudáveis como em pacientes com fibromialgia; nestes últimos, a capacidade de fazer exercício físico é geralmente reduzida, pois os músculos não têm força de contracção nem resistência.
* em body-builders, a dose diária de 10 g de D-ribose durante 4 semanas aumentou significativamente a força muscular;
* multiplica por 5 a 7 o nível de adenina dos músculos esqueléticos, que desempenha um papel importante na recuperação;
* reduz o ritmo cardíaco de atletas que treinam com uma intensidade constante e controla a formação dos radicais livres que ocorre normalmente em tais circunstâncias;
* aumenta o limiar anaeróbico de corações normais saudáveis e retarda em 26% o início de lesões isquémicas irreversíveis;
* em pacientes com doenças das artérias coronárias, reforça a função cardíaca diastólica, aumenta a tolerância ao exercício físico e melhora a qualidade de vida; os seus efeitos benéficos devem-se ao papel que desempenha no aumento das reservas energéticas cardíacas deprimidas ao longo da isquémia ou da hipoxia associada à doença das artérias coronárias.

Como usar:
Uma dose fornece 3 g de D-ribose, um pentose (açúcar com cinco átomos de carbono) que entra na composição do RNA, e de moléculas importantes do processo metabólico, tais como o ATP ou o NADH.

Isto é o que está na literatura, claro que adaptamos às nossas necessidades e combinamos com sinergistas e claro que testamos combinado com creatina monoidratada bem como outros sais de creatina de absorção aumentada. Chegamos formulas interessantes, que combinam ainda transportadores de glicose, sensibilizadores de receptores dependentes e independentes de insulina, mobilizadores de gordura e Beta-3 agonistas.

Na minha opinião, utilizando a tecnica de treino adequada e uma dieta bem formulada, a complementaçao de D Ribose é ainda um extra para quem achava que em matéria de força, a creatina seria o passo final da suplementacao alimentar. Nao é. Há condicoes de melhorar ainda mais, principalmente padroes de saúde.

Já Pensou? mais forte, mais rápido, mais resistente, maior, e mais saudável?

entao pense...

abraço forte e até a próxima!

Muzy

Obs: respondendo ao Oreste:

Oreste, este é um assunto controverso mesmo, e portanto sou extremamente grato pela sua observação. 
Tendo em vista metodologias, vamos às minhas observaçoes: 1.Tullson & Terjun, apesar de falarem a favor, fizeram um estudo in vitro e em modelos animais. Nunca me basearia neste estudo para prescrever tal substancia por exatamente estas duas razoes, portanto este trabalho nao me traz uma opinião válida. 2.Zarzeczy et al. tem o mesmo problema do trabalho anterior 3. Van Gammeren et al. usaram "fisiculturistas recreacionais". o que é um fisiculturista recreacional? é alguem que nao tem uma planilha de treinamento bem definida pois nao compete em campeonatos? portanto sao pessoas diferentes, genéticas diferentes, com planos alimentares diferentes, fazendo treinamentos diferentes e portanto em estágios diferentes de desenvolvimento de aptidões onde se suplementa ribose e espera-se o mesmo resultado? para mim tal trabalho é basicamente falha metodologica - típico de um pesquisador que desconhece completamente a natureza do bodybuilding, porque se conhecesse, teria um grupo com aptidoes, treinamentos e alimentacao semelhante, alem de idade, tempo, volume, intensidade e densidade de treinamento semelhantes para a artir daí poder comparar resultados... compreende? 4.Dunne et al compara bananas com maçãs. o papel de cada uma delas é difenrente... se um grupo tem mais energia, papel que nao é o da ribose, e sim da dextrose, claro que terá vantagens. o ideal teria sido comparar grupo ribose + dextrose vs grupo dextrose vs grupo controle... do jeito que foi feito o estudo, está se comparando um carro com gasolina com um carro sem gasolina mas com uma comando de válvulas superior... trabalho ruim... 5.T Eijnde et al. falam de dose diária, mas em que momento metabolico do dia esta ribose foi utilizada? com o que foi consumida? houve um padrao de consumo? jejum, junto com as refeicoes, durante o treino, antes do treino, após o treino, ao dormir? usaram antes do exercício - afinal pretende-se que aumente o rendimento, logo, se qer que algo aumente seu rendimento, voce deve usar ANTES da sessao de terinamento, para poder avaliar diferenças... e essas diferenças tem de ser dadas por parametros iguais! le avalia a concentracao de adenina e ATP frente a numero de extensoes de joelhos... o aumento da capaciade de realizar trabalho - QUE NAO FOI MEDIDO - por estar alterada, pode consumir mais estas substancias citadas explicando sua diminuiçao... outro trabalho fraco... 6. Falk et al. já fez algo mais sério, mas fazer em homens treinados me faz perguntar o quao treinados eles eram e para que? mudanças de aptidao mudam os efeitos dos ergogenics utilizados... o trabalho dele ensaia um modelo interessante, mas os materiais e métodos pecam em uma enorme elasticidade... 7. Kreider et al. e Berardi & Ziegenfuss tambem escorregaram na homogeneidade do grupo e no momento metabolico que atravessavam... exemplo: se um estivesse em overtraining e o dados privilegiassem os indices de cada atleta por uma "normal" e assim os resultados fossem somados, estaríamos vendo algo que nao mudaria com nehum suplemento ter o efeito desejado e baixar os indices de suceso do grupo. Isso porque nem pensamos se para estes atletas usarem ribose a suplementacao a qual estao habituados foi retirada no sentido de tentar com isso purificar o efeito da ribose na performance deles... 7. outro estudo? de quem? desde quando 7 dias é algum período de treinamento? o estudo de medicacoes nivel 5 de evidencia é sempre maior que tres meses para retirar o efeito placebo... como confiar num estudo de 7 dias, que ainda por cima depende de uma varável de treinamento em indivíduos diferentes com indices atle"ticos e aptidoes diferentes? Metanálise é um trabalho feito com TODOS as publicacoes existentes e feito uma distribuicao onde soman-se os resultados para chegar a um veredito. mais informacoes osbre o que é uma metanálise no site do Centro Cohcrane do Brasil. o paper que voce citou foi feito para deixar a opiniao dos autores sobre o uso de ribose, ou estes acharam somente estes artigos sobre o assunto. tal tema merece um estudo muito melhor escrito e bem controlado na área de materiais e métodos. carece ainda de profissionais de multiplas áreas: um educador físico para desenhar o treinamento e determinar as varáveis a serem avaliadas, um nutricionista para homogeneizar a dieta e um médico para fazer os exames clínico e laboratorias e junto com o nutricionista encontrar a dose ideal a ser estudada... boa sorte nos estudos e muito obrigado pela participação! abraço Muzy



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