Pois bem, Metodologias de treinamento não devem orientar um atleta indefinidamente se não trabalharem várias aptidões. A qualidade da musculatura ou condição física que se adquire vem do trabalho entre os vários tipos combinações entre fibras, nervos e metabolismos que nosso corpo dispõe para realizar determinado trabalho. Sendo assim, variar o tipo de estímulo que se impõe num treinamento é interessante para acabarmos com os "gargalos fisiológicos" que se colocam a nossa frente como obstáculos nas situações em que nos esquecemos de que para dar o máximo da nossa capacidade física é necessário utilizarmos o máximo de todas nosas capacidades.
A novidade é que eu, o André e o Rogério iniciamos há 6 semanas um cico de treinamento de força onde deixamos de lado as séries e princípios de bodybuilding clássico para voltarmos a trabalhar base de força onde exercícios multiarticulares de cadeia cinética aberta e fechada, ainda que básicos, tomaram conta do nosso treinamento que tambem passou para uma densidade e volume diferentes.
A intensidade se manteve, embora obtida de uma forma diferente. Antes, para o meu caso, apostávamos no RML (resistencia muscular localizada) ao extremo: séries gigantes, bi-sets, tri-sets, séries até fadiga e alguns principios Weider, como drop sets, para atingir uma fadiga mecanica eficiente.
Nestas semanas trabalhamos fadiga neurológica, séries menores, exercícios básicos (nenhum analítico praticamente) e dividimos o treino em 2 dias, trabalhando 2 x 1: um dia de off para cada 2 dias de treino. intervalos longos, de 3 a 5 minutos, cargas próximas e além das máximas, 8 a 12 séries por grupo muscular, 2 a 3 exercícios por grupo sempre com drop-sets ao final e séries de wash-out, não contabilizadas na nossa planilha.
O resultado foi bem interessante e as conclusões se seguem:
1. mais do que um parceiro de treino, é necessário um treinador para esta fase: não adianta querer treinar força sem um profissinal experiente ao seu lado. primeiro que voce nao atinge seu máximo, segundo que o risco de lesão é alto, mas em compensação, o ganho é alto também...
2. apesar dos trabalhos do americano Fleck falarem de 12 semanas de treino de força, acho dificil para atletas de bodybuilding suportar o grande stress articular que este provoca, portanto considero seguro e confortável trabalhar 4 semanas como ideal, comum limite de 6 semanas, isso se o treino estiver muito intenso. Não acredito que seja possivel um atleta ordinário, que nunca treinou força passar de 4 semanas sem lesão, portanto, não recomendo.
3. Creatina e dextrose são fundamentais nessa fase. Desevolvemos ainda uma formula a base de D Ribose e glucotransportadores para este trabalho, mas teremos de ampliar o uso desta substancia para popularizarmos seu uso no mercado. Esperamos forçar uma queda nos preços, pois ainda é uma suplementação muito cara, ainda que o efeito seja incomparável e me atrevo a dizer que superior ao que se espera de qualquer esteróide (mais um motivo para não creditar seus méritos e correr riscos desnecessários usando drogas).
Não pudemos medir nosso pós adequadamente devido a um acidente, mas até agora, tivemos grandes promessas, mais uma vez trabalhando somente fisiologia, bioquímica e biomecânica (nomes chiques para treino e alimentação), em ordem de oferecer para voces alternativas verdadeiras de ganho de qualidade física e função.
quanto ao treino é isso. eu, o Rogério e o André estamos trabalhando para deixar voces com mais opcoes no campo do treinamento. em paralelo o Rodolfo vai quebrando a cabeça para descobrir formas de nos preparar e regenerar mais eficazmente.
pausa para uma reflexão:
Não se desespere para chegar no objetivo.
O que causa medo não é a impossibilidade de alcançar os seus desejos, é a impossibilidade de lutar por eles. A dor de não jogar, de não treinar, de não dar dar seu melhor ou de simplesmente não tentar é muito maior do que a dor de não ter conseguido.
Olhe a sua volta e contemple as pessoas que diariamente não tentam.
Observe na atitude delas justamente o que você não quer ser.
De que te adianta ter braços se você não os fortalece, pernas se não quer ao menos andar...
De que adianta ter paixão se você não a submete a prova? Cérebro se você tem receio de ter de achar saídas novas para velhos problemas ou estudar saídas antigas para problemas novos?
De que adianta seu coração se você desconhece o que é saudade?
Só reconhece o que é força quem já sentiu a falta dela.
Tenha fé, não tenha desespero.
Agora que você já olhou para os lados e observou o quanto os outros se disperdiçam, olhe para você e decida se exercer.
Tudo que é bom e certo e valoroso é feito agora.
O que foi feito ontem já passou e só serviu para aprender. O que será feito amanhã depende do que está sendo feito neste momento em que você lê e pensa. O quanto você é capaz de mudar o seu destino é medido pela sua capacidade de conservar seus valores. O quanto você é capaz de se manter rígido aos seus princípios é medido pelo quanto você consegue mudar para melhor, aquilo que você desejar.
Mas não se desespere por não ter chegado ao seu objetivo. E ainda que você não tenha a oportunidade de tentar alcançá-lo neste momento, não se desespere. O presente vai te ajudar a valorizar os momentos futuros em que você puder, a cada segundo, lutar para ser melhor.
Desespere-se apenas em uma situação: se um dia você desistir de tentar.
Agora vá aproveitar o agora.abraço e sucesso e saúde (com muita performance, como sempre...)
Muzy
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